Sua relação com o Gabriel foi muito marcante nesses seis anos em que ficaram juntos no Flamengo, e você também viveu algo parecido com o Adriano em 2009. Entre um e outro, quem era mais difícil?
– São momentos diferentes, mas o Gabigol era o Gabigol (risos). O Gabigol nunca chegou atrasado a um treino, não me recordo. Treinava muito e era o último a sair. A camisa do Corinthians foi super fácil de conduzir, foi ruim para ele. Não tinha como seguir como capitão do Flamengo depois daqueles fatos e com a camisa 10, e ele entendeu. Ficou chateado, triste, mas entendeu. Talvez para não ser injusto nessa comparação, talvez o Gabriel seja (o mais difícil) pelo mundo atual, pela exposição que vivemos hoje. É o mundo da tecnologia, das filmagens, das redes sociais…
Ele te deu mais trabalho que o Adriano? – Eu fiquei mais tempo com ele (risos). É mais do que natural ele me dar mais trabalho porque eu fiquei mais tempo com ele. Mas eu sempre tive facilidade na tratativa com esses jogadores. Eu tenho um lá no Remo, um lateral que é brabo, dá trabalho. Sávio! Vou falar o nome dele, dá trabalho, mas você vai criando uma relação diferente. Sempre com jeito eu falo um negócio no dia a dia: jogador pode quase tudo comigo, desde que esteja combinado. Aí, você vai ajustando o que dá ou o que não dá. É uma falácia dizer que não dá concessão

